23/07/2013 07:45 - O Tempo - BH
Todos os 285 veículos
suplementares de Belo Horizonte usam o sistema de bilhetagem eletrônica
Permissionários do sistema suplementar de ônibus de Belo
Horizonte questionam as taxas cobradas pelo Consórcio Operacional do Transporte
Coletivo de Passageiros por Ônibus (Transfácil) para a utilização do sistema de
bilhetagem eletrônica. O método foi criado para trazer mais comodidade ao
usuário, já que facilita o pagamento da passagem por meio do cartão BHBus. Para
usá-lo, no entanto, os permissionários precisam repassar 6,5% de sua receita
mensal à Transfácil. Na tentativa de reduzir o repasse, o Sindicato dos
Permissionários Autônomos do Transporte Suplementar de Passageiros
(Sindpautras) se reúne hoje com representantes da Empresa de Transportes e
Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e da Transfácil.
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"Apesar de o valor cobrado estar dentro do praticado em
outros Estados, ainda o consideramos alto. Fizemos um investimento grande para
implantar o sistema, e as linhas de créditos para financiamento que temos são
diferentes das empresas de ônibus, pois somos pessoas físicas”, explica o diretor
do sindicato e vice-presidente da Federação Nacional do Transporte Alternativo,
Maurício dos Reis.
A redução representaria uma economia mensal de R$ 142,5 mil
e, segundo o sindicato, amortizaria os impactos causados pela redução do preço
das tarifas. Vale ressaltar, porém, que a queda no preço da passagem foi
resultado da desoneração de dois impostos federais, PIS/Cofins, pagos pelas
empresas e permissionários, e pelo Imposto Sobre Serviços (ISS), tributo
municipal.
A Transfácil e a BHTrans não informaram como o dinheiro
arrecadado com a taxa é utilizado. Mas, segundo os contratos firmados com os
quatro consórcios que formam a Transfácil, os valores entram nas chamadas
"receitas alternativas”. Com isso, 80% é considerado lucro das empresas, e o restante
vai para a BHTrans. Questionada sobre a possibilidade de redução na cobrança, a
autarquia informou, em nota, que "contratos firmados entre os permissionários e
a Transfácil podem vir a ser revistos pelas partes, a qualquer momento”.
Concorrência. Ainda
em nota, a BHTrans afirma que a utilização do sistema de bilhetagem fornecido
pela Transfácil foi uma opção dos próprios permissionários, "visto que em
função do seu porte, o sistema suplementar não apresenta viabilidade para
operar um serviço próprio”.
O Sindpautras, no entanto, reclama da falta de opções. "Em todo o transporte convencional já é a Transfácil que opera. Se fizéssemos de forma independente não conseguiríamos concorrer com as empresas que têm mais ônibus, porque os passageiros iriam optar pelo cartão com o qual ela pode pegar mais linhas”, alega Maurício dos Reis.