VLT de Goiânia: Obras para 2ª metade de janeiro

10/12/2013 08:43 - O Popular - Goiânia

Como esperado, o consórcio liderado pela Odebrecht TransPort, com participação das quatro empresas privadas que integram a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), foi o único concorrente e vencedor da licitação para implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera. Ele já havia sido contratado pelo Estado para elaborar o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), que inclui projeto básico do VLT.

O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT, Carlos Maranhão, estima que as obras comecem na segunda quinzena de janeiro, com frentes de trabalho nos cinco terminais instalados ao longo da via.

As empresas investirão R$ 495 milhões nos dois primeiros anos. Depois o Estado terá 20 anos para pagar este valor, com juro de 8% ano. A disputa pública serviria para abaixar o valor deste pagamento. Com uma única concorrente, o deságio ficou em 0,5%: o equivalente a desconto de R$ 2 milhões ao longo do período. Serão 20 parcelas anuais de R$ 58,2 milhões.

Ou seja, ao fim do período, os governantes estaduais terão pago mais que o dobro do dinheiro investido hoje pelas empresas. É o chamado "valor presente”: "É a mesma coisa de pegar o dinheiro, aplicar na poupança e retirar daqui 35 anos”, afirma Maranhão. Além disso, a empresa deverá ter o lucro - ainda não estimado - com a venda das passagens.

Os representantes do consórcio não quiseram se manifestar ontem, porque ainda há prazo para recursos. No entanto, fontes ligadas à RMTC - formada por empresas que reclamam de desequilíbrio financeiro - afirmam que o grupo vai investir 10% dos recursos, justamente por estarem em "dificuldade financeira”. Os outros 90% serão aplicados pela Odebrecht TransPort.


Resultado ainda pode ser anulado

A realização da concorrência pública só foi possível devido à queda de uma decisão liminar. O Grupo C.R. Almeida foi o autor do mandado de segurança que até quinta-feira adiou a licitação. Advogado da empresa, Juscimar Ribeiro afirma que há "inúmeras irregularidades” no processo. Embora o caráter de urgência tenha caído, há possibilidade de o pedido ser deferido, o que anularia o resultado anunciado ontem.

Carlos Maranhão afirma que a obra será executada em dois anos. O contrato prevê multa de 5% do R$ 1,3 bilhão de custo caso haja atrasos. A porcentagem muda de acordo com a quantidade executada. Por exemplo. Se ao final do período o consórcio entregar só 50% da obra, deverá pagar 2,5% de R$ 1,3 bilhão (R$ 32,5 milhões).