22/05/2013 05:10 - G1 SP / O Estado de SP
Leia: Tarifa de metrô e ônibus sobe no dia 1º
Haddad conversa com
líder comunitária em visita à Penha (Foto: Tatiana Santiago/G1)
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta
terça-feira (21) que a nova tarifa dos ônibus municipais em São Paulo será
menor que R$ 3,40. O reajuste será aplicado a partir de 1º de junho, segundo
Haddad, mas o valor exato ainda não foi definido.
Haddad admitiu que, para dar um aumento abaixo da inflação,
vai ser preciso aumentar a verba destinada pela Prefeitura às empresas, o
chamado "subsídio".
"Vai ser menos de R3,40. Nós vamos fazer um esforço
para ser o menor reajuste possível, apesar de a inflação acumulada ser da ordem
de 15% (em dois anos), o que daria algo em torno de R$ 3,44", afirmou
Haddad.
"Definido o adiamento (do aumento) e cumprido o acordo,
eu determinei que nós fizemos um esforço adcional para dar o menor reajuste
possível para o ano, ainda que nós tenhamos dois anos e meio de inflação
acumulada, eu estou pedindo um esforço da área econômica para trazer essa
tarifa para o menor valor possível. O que siginifca um maior subsídio",
disse Haddad.
Em 2012, as empresas receberam cerca de R$ 1 bilhão em
subsídios. Neste ano, com a estreia do Bilhete Único Mensal, já há previsão de
que a Prefeitura investa mais R$ 400 milhões em subsídios. A administração
municipal prepara a licitação do sistema: os atuais concessionários, que
prestam serviços desde 2003, terão de submeter-se a nova seleção para assumir
em julho.
De acordo com o prefeito, o aumento abaixo da inflação seria
uma forma de colaborar com o país e com o poder de compra do trabalhador.
Haddad também afirmou que conversa constantemente com o governador Geraldo
Alckmin (PSDB) sobre a questão tarifária e que estado e prefeitura estao
alinhados.
No entanto, ele não garantiu que os valores de reajustes
serão iguais. Segundo ele, a Prefeitrura tem defasagem maior porque o Metrô
sofreu reajuste no ano passado.
Na semana passada, o governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin (PSDB), afirmou que as tarifas do Metrô e dos trens também vão subir a
partir de 1º de junho.
Alckmin e Haddad têm até 25 maio para enviar à Assembleia
Legislativa e à Câmara Municipal, respectivamente, o valor do reajuste. Eles
disseram que estudos estão sendo feitos para determinar a nova tarifa.
Previsão e adiamentos
A previsão de o reajuste ocorrer até o fim do primeiro
semestre já havia sido informado pelo governador e pelo prefeito de São Paulo
em abril. O aumento dos transportes públicos ocorria geralmente no início do
ano. Desta vez, tanto Alckimin quanto Haddad optaram por adiar o reajuste a
pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega, diante da alta da inflação.
"Meu compromisso com o governo federal em função da política
de combate à inflação, com a qual eu concordo inteiramente, foi postergar o
reajuste. Já faz dois anos e meio do último reajuste. Então, a Prefeitura vem
suportando com subsídios um período muito longo, dois anos e meio,
praticamente. Nós faremos o reajuste em junho conforme anunciado", afirmou
Haddad em abril.
Alckmin também justificou adiar o aumento a pedido de Mantega. "Normalmente o reajuste de trem e metrô é em fevereiro, a cada 12 meses. No sentido de colaborar e evitar a alta da inflação, nós também estamos cobrindo um subsídio importante, provavelmente também será em junho”, afirmou Alckmin no mês passado.
Estadão
Tarifa do ônibus será inferior a R$ 3,40, promete Haddad
O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira,
21, que o novo valor da tarifa de ônibus de São Paulo ficará abaixo de R$ 3,40.
O reajuste da passagem, que hoje custa R$ 3, ocorrerá no dia 1 de junho.
Haddad disse que ainda não sabe qual será o valor exato, mas
destacou que pediu à Secretaria Municipal dos Transportes que altere o preço
abaixo da inflação acumulada desde o último aumento, em 5 de janeiro de 2011.
Se o preço do bilhete fosse calculado com base nessa inflação, acumulada em
14,8%, passaria a valer R$ 3,44.
"Determinei que nós fizéssemos um esforço adicional
para dar o menor reajuste possível para o ano, ainda que nós tenhamos dois anos
e meio de inflação acumulada", declarou o prefeito durante a vistoria nas
obras de um teatro na Penha, na zona leste, acrescentando que quanto menor o
aumento, maior será o subsídio pago pela Prefeitura às empresas de ônibus.
Segundo Haddad, na quarta-feira, 22, ele se reunirá com
técnicos da Secretaria dos Transportes para analisar os "cenários"
relativos tanto ao preço da tarifa quanto ao do subsídio e, assim, tomar uma
decisão sobre o reajuste e encaminhar o valor para apreciação dos vereadores na
Câmara Municipal. Por lei, o Executivo tem o prazo limite de cinco dias úteis
antes da entrada em vigor do novo preço para enviar a proposta ao Legislativo.
"Vai ser menos de R$ 3,40. Nós vamos fazer um esforço
para ser o menor reajuste possível", disse Haddad.
Além dos ônibus, o reajusta da tarifa do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também ocorrerá no dia 1 de junho, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na última semana.
Valor Online
Tarifa de ônibus em SP será menor do que R$ 3,40, diz
Haddad
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta
terça-feira que a tarifa de ônibus na cidade será menor do que R$ 3,40. A
inflação acumulada no período sem reajuste é de cerca de 15%, segundo o
prefeito, o que elevaria a tarifa para R$ 3,44.
Haddad, no entanto, disse que a equipe econômica do
município trabalha para dar um aumento menor. O valor exato, acrescentou o
prefeito, será definido amanhã e anunciado na quinta-feira.
O esforço para conceder um reajuste menor implicará no
aumento do subsídio pago pela prefeitura para as empresas de transporte
público. Em 2012, esse valor chegou a aproximadamente R$ 1 bilhão.
"Estamos fazendo um esforço extremo para ajudar o país e manter a inflação
no centro da meta", afirmou.
O prefeito disse que conversará com o governo de São Paulo
para que a tarifa do metrô e do trem fique próxima ou igual ao bilhete do
ônibus. A tarifa de ônibus na cidade está sem reajuste desde janeiro de 2011.
O reajuste estava programado para janeiro deste ano, mas foi cancelado a pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na época, Mantega pediu a Haddad para empurrar o reajuste para o fim do primeiro semestre, com o objetivo de diminuir a pressão sobre a inflação.